acrescentada
Você ainda vai encontrar alguém que vai fazer questão de falar como você é linda todos os dias. Alguém que vai te tratar como a única mulher do mundo. Uma pessoa que não vai se importar se você esta usando maquiagem ou não, ou se você ta gorda demais naquela roupa, ele vai te achar excepcional do jeito que você é. Ele vai te olhar todos os dias, com o olhar de quem se encanta pela primeira vez. Um cara que não vai sentir vergonha de segurar na tua mão na frente dos amigos, e que jamais vai perder a oportunidade de falar como você faz dele um homem de verdade, e não terá vergonha de admitir que sem você ele não consegue ir muito longe. Com toda certeza alguém ainda vai dizer que você é a mulher ideal para construir uma família, essa pessoa vai querer te proteger contra tudo, como se você fosse uma edição limitada, ele também vai querer fazer algumas loucuras contigo. E você vai topar, porque você sabe que ele é experto em te fazer feliz com pequenas coisas. Na verdade, você merece encontrar um homem assim, um que diga para a mãe dele como você fica deslumbrante quando acorda. Um cara que te leve para sair no meio da semana, porque qualquer hora é a hora perfeita para ter a sua companhia. Um cara que escolha ficar no sofá da casa dele assistindo – “Marley e Eu”, contigo, ao invés de querer te levar para o primeiro motel que ele encontrar. Alguém em quem você vai poder confiar todos os teus segredos, e teus sonhos mais bobos, que vai entender teus momentos de raiva, suas crises, seus medos, a sua insegurança, uma cara que vai fazer muito mais além de dizer “Estou aqui”, ele vai estar, sempre, e ele vai te fazer acreditar no inacreditável. Ele vai respeitar você, e vai dizer que adora esse teu jeito romântico maluco de ser, meio amarga, meio doce, essa misturada toda, ele vai conhecer cada detalhe seu, e se você pedir pra ele fazer uma lista das coisas que ele mais adora em você, a primeira coisa que virá a cabeça dele, será o seu maior defeito. Um dia você vai encontrar alguém que vai te enxergar de um jeito completamente contrário do mundo, e o mundo pouco vai importar pra você. Alguém que vai saber dizer coisas que nem você saberia sobre si mesma, alguém que vai te dar muito trabalho, e vai te irritar muito, mas, vai ser alguém completamente seu, apenas seu, e vocês vão fazer planos, e vão conversar por horas e mais horas, e você não vai querer apenas fazer sexo com ele, você vai querer ouvir ele dizer que adora o teu corpo, o seu cheiro, o seu sorriso, o seu abraço, o seu cabelo, os seus dedos, o jeito como você arruma o travesseiro para dormir, aos poucos você vai entender que, não gosta só dele, você gosta de ser você mesma ao lado dele, e vocês vão passar a noite inteira abraçados, e você vai sentir aquela sensação de controle, como se o mundo estivesse ali, nas suas mãos, você vai se sentir completa, como se não precisasse procurar por mais nada. Agora estamos falando sobre você, e falando sério, quando esse dia chegar, você não vai começar com o ele, ele vai começar você.
Sorry, I’m not Chuck Bass.   (via acrescentada)
epigrafar
Talvez porque amor seja tentar sempre, ou tentar nunca mais. Dessas coisas que simplesmente não acontecem porque a vida, como um mistério ou um milagre, não se sabe, interrompe o fluxo e deixa que tudo agonize e morra. Debater-se até a morte para não acontecer-se. O amor, quem sou para dizer o que é ou não? E talvez seja essa, a coisa toda: não saber o quanto se pode conter nos braços e nas faces marcadas. Tudo se abraça e não perece, não tem fim, mas dói. Pulsa. Lateja. Eu não sei muito bem de tudo, mas sei que talvez seja o não-acontecer. Tenho andado procurando explicações pro que não ocorre e a explicação própria deve estar no fato de que não há. E a vida apenas segue sem que dê certo: as relações entre palestinos e judeus, os casos de morte entre aqueles que ficam e aqueles que vão. Não se sabe como, mas há amores de subsolo em que se tem tudo, menos a possibilidade de salvar-se; de sair da toca e, como num piscar de olhos, sorrir. Talvez porque amor seja o beijou que não durou 36 segundos na rodoviária e a mãe quase teve um ataque e só não morreu porque foi socorrida por deus; aquela pressa de quem precisa, desesperadamente, não atropelar-se e acaba por perder-se no tempo, e entre as estações e espaços que o mundo oferece. O que existe em mim é um sentimento de que amor pode ser aquela ferida que não cicatriza de jeito algum e dói, e dói tanto, e dói muito e dói assim, que não sabe-se dimensionar. Aquela conversa não-realizada entre eu e papai enquanto todos riem e nós dois estamos amargurados, querendo falar porém o ar seco e lança na goela não deixam. Tenho pra mim que amor é aquele princípio de coisa, aparentemente despercebida, que depois vamos esquecendo e vamos nos afogando em outra, que pensamos ser mais relevante. Quantos bordéis há no centro da cidade e quantos livros pelo chão? eu conto os passos para encontrar um novo amor e sei que estes talvez não existam em sua plenitude. Porque nada existe. Porque nada se completa entre os amargores e amarguras e pedaços e partes e cacos. Diria que, se existirem, estão por aí, gaseificando no ar, borbulhando uma possível solidão. Talvez amor seja o quase, ou o não-amor. Ou não seja absolutamente, absurdamente e inacreditavelmente nada. Nada da qual possamos nos orgulhar e ferir o peito. Talvez seja até pecado nós dizermos que amamos. Prostitutas ainda choram e eu não vi um final feliz para o filme. Nada da qual possamos fazer parte, não há algo maior, simplesmente. Amor é amor demais que não é. Talvez seja forte até demais, porque tentou-se, ou deixou-se de tentar. Só se sabe que ele está por aí, entre os esgotos, entre as bocas imundas de quem não sabe pronunciá-lo, dentro de um abraço entre dois homens, duas mães, dois deuses, duas farsas, duas deduções. Abraço o amor e quero morrer; não, e quero viver; não, e quero outras coisas outros poderes outros choques outras maneiras de não parecer-me infeliz. Porque talvez, e só talvez, o amor esteja escondido sob as telhas das casas na csijordânia, em meio às armas e às pólvoras de quem realmente amou o susto e vomitou a esperança. Porque talvez, e só talvez, o amor esteja lutando com uma meretriz no centro da cidade para ver quem está mais sozinho. E a vida passa, sendo tudo que não se concretizou.
Floresinexatas.   (via germinent)
epigrafar

epigrafar:

E eu pensei “caralho, sai daí” e de novo “merda, eu tentei” e descobri que você era o meu melhor palavrão. Daqueles que a gente diz e depois tampa a boca. Daqueles que a gente não deixa a mãe escutar, o pai, a vó, porque sempre parece mais bonito quando são falados no quarto, nas esquinas, nas…